Hoje é domingo e a Cena 20 indica um super programa para encerrar o fim de semana com chave de ouro: “Camille e Rodin”

espetáculo conta a linda e trágica história de amor vivida pelos escultores franceses Camille Claudel e Auguste Rodin, e reflete sobre os caminhos da arte, do amor, e da loucura através de dois grandes gênios criativos, ávidos por compreensão e liberdade.

Com direção de Elias Andreato e produção de Ed Júlio, o espetáculo será estrelado por Leopoldo Pacheco e Melissa Vettore. Devido grande sucesso a temporada foi prorrogada até dezembro

No universo da Arte, Camille e Rodin entram em cena, criando no palco uma história de paixão e tragédia, a partir do texto de Franz Keppler, construído especialmente para essa montagem. Trata-se de um texto pulsante, que constrói a vida amorosa desses dois personagens caminhando paralelamente ao embate sobre Arte e a agitação cultural do século XIX e XX, levando o espectador a uma impactante reflexão e viagem no tempo.

De um lado, Camille Claudel, uma jovem intuitiva, dona de uma imaginação excepcional, uma mulher determinada que quebrou laços com sua classe social e a moral vigente, entrando em conflito com sua família e com as normas de conduta bem aceitas em sua época para se tornar uma artista grandiosa. De outro, Auguste Rodin, um gênio já maduro que com seu trabalho e talento, se transformou no maior escultor de todos os tempos, representando através de sua arte, as paixões humanas.

Ao chegar à cidade de Paris, aos 19 anos, Camille se torna discípula de Rodin. Posa para ele, fascina-o com sua beleza e personalidade e, mesmo diante de sua extrema exigência, ele a consulta em tudo que faz. Rodin se abre ao lirismo e à sensualidade por meio de sua paixão por Camille, e penetra na sensualidade que nunca mais irá abandonar sua obra. O diálogo amoroso se torna presente nas obras dos dois; trabalham juntos apaixonadamente.

O embate de natureza artística, entre a intuição criativa de Camille e o apuro conquistado em anos de estudo por Rodin, faz com que as obras de um e de outro sejam tão próximas, que não se sabe qual obra do mestre ou da aluna inspirou um ou copiou o outro.

O que resulta, depois de quinze anos de tortuoso relacionamento, num rompimento definitivo que marca a vida e a obra de ambos para sempre. Camille rompe o romance e mergulha no trabalho, em uma produção vertiginosa de sua obra. Debatendo-se em dificuldades, entrega-se `a solidão e `a loucura. Por iniciativa de seu irmão, o escritor Paul Claudel, é internada num manicômio aos 49 anos, onde passará os trinta anos seguintes de sua vida e de onde nunca mais sairá.

O espetáculo reconstrói esse encontro, que se transforma numa paixão arrebatadora e em um impulso artístico para ambos, dois gênios criativos, que passaram suas vidas em busca de amor, compreensão e liberdade. Sem Camille, Rodin possivelmente não teria feito suas obras mais apaixonadas e, sem Rodin, Camille não seria a artista fantástica e nem o mito em que se transformou.

Para esse espetáculo Franz Keppler criou um texto inédito. A pesquisa para a construção desse espetáculo foi feita por ele e Melissa Vettore, baseando-se nos principais biógrafos dos escultores, com destaque para Reine Maire Paris (sobrinha neta de Camille), para a autora Liliana Wahba, e a partir da análise crítica e poética de Paul Claudel (irmão de Camille).

A concepção do espetáculo foge de uma forma teatral tradicional de apresentar biografias de consagrados artistas. O que interessa aqui é o sentimento essencial que os artistas trazem e que renova o olhar atual. E é assim, escapando das formalidades, que nos situamos na Paris de Rimbaud, Verlaine, Debussy, Monet, Victor Hugo.

O espírito curioso de uma jovem talentosa chegando a uma cidade grande, com entusiasmo e paixão pela arte, nos conduz ao encontro com um homem mais velho, com uma alma tão jovem quanto a dela, apaixonado pela beleza e pela criação. Há entre os dois uma busca incessante pelo aperfeiçoamento e pela liberdade, na tentativa de descobrir dentro da pedra o movimento mais sublime. Trazer alguma luz sobre o mistério da individualidade de Camille Claudel e Auguste Rodin nos aproxima das suas mensagens, da beleza e da criação.

 

Principais obras Citadas:

Camille: Clotho, Idade Madura, A Suplicante, Busto de Rodin, Perseu e Medusa, A Valsa, O Abandono, Niobe Ferida.

Rodin: A Porta do Inferno, O Pensador, O Beijo, Burqueses de Calais, Danaide, Victor Hugo, Balzac, Fugit Amor.

 

SERVIÇO:

Grande Auditório do MASP (374 lugares) – Avenida Paulista, 1578

Sexta e Sábado 21h. Domingo 19h30.

Ingressos: Sexta R$ 20. Sábado e Domingo R$ 30.

Duração: 75 minutos

Informações: 3251.5644

Ingresso Rápido: 4003-1212 | www.ingressorapido.com.br

 

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