FATAL COMPANHIA EM CARTAZ COM  COMÉDIA INÉDITA DE MARTIN CRIMP

“Na República da Felicidade” será apresentada às segundas e terças.

A entrada é franca.

 

Com recursos de videoarte, coreografias e trilha sonora tocada ao vivo, a Fatal Companhia estreia em 17 de março a comédia “Na República da Felicidade”, de Martin Crimp, no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros, sob direção de Laerte Mello. Inédita no Brasil, a peça mostra uma típica família britânica de classe média alta e seus conflitos de relacionamento. O autor faz ainda uma crítica bem-humorada ao consumo exagerado, ao culto do ego, ao fanatismo religioso e aos excessos do governo inglês cometidos em nome do combate ao terrorismo.

No elenco estão Thomas Basso, Renata Aspesi, Leandro D’Errico, Erika Máximo, Elisa Porto, Claudia Piassi, Daniela Theller e Aline Sousa. A montagem conta com coreografias de Renata Aspesi e videocenário produzido pelo Coletivo 3quartos, composto por Marcela Biagigo, Diana Leite e Milena Mendes. Os figurinos são de Luan Mello, indicado ao Shell 2013 como assistente de  Cássio Pires pelo figurino de “O Burguês Fidalgo”, dos Parlapatões.

Uma banda formada pelos próprios atores vai tocar ao vivo músicas compostas para o espetáculo com letras do autor da peça. Uma das melodias é do cantor e compositor Daniel Groove que, em 2013, lançou seu segundo CD com grande repercussão na mídia. Integram a banda Edu Guimarães (bateria), Laerte Mello (baixo), Leandro D’Errico (piano e acordeon) e Daniela Theller (guitarra).

 

ESPETÁCULO

Considerado um dos mais brilhantes dramaturgos do Reino Unido, Martin Crimp, hoje com 58 anos, começou sua carreira na década de 80, tendo alcançado grande sucesso a partir de 1997, quando estreou “Attempts on Her Life. Admirador de Harold Pinter e Samuel Beckett, escreveu mais 15 peças, marcadas por diálogos ácidos que expõem uma visão seca e crua das relações humanas em tempos de pós-modernidade.

“Na República da Felicidade” estreou em dezembro de 2012, no The Royal Court Theatre, em Londres, onde cumpriu temporada de mais de um ano. Segundo o jornal “The Guardian”, o  texto satiriza de forma mordaz “as nossas próprias obsessões e sonhos” e recupera  técnicas experimentais usadas em “Attempts on Her Life”,  na qual coloca travessões em frente de cada fala em lugar dos nomes do personagens.

Nos primeiros minutos da peça, Crimp faz o público crer que vai ver algo realista: coloca em cena uma família de classe média alta, reunida após a ceia da Noite de Natal. Lá estão o vovô, a vovó, o papai, a mamãe e as filhinhas. Quando os tios das garotas chegam, a situação começa a mudar. No segundo ato,  a forma ousada de Crimp escrever vem à tona novamente. Os personagens dão lugar a vozes que falam sobre “As Cinco Liberdades Essenciais do Indivíduo”, uma espécie de panfleto que ironiza vários aspectos da sociedade contemporânea.  O último ato volta ao núcleo familiar, expondo os conflitos entre o tio e sua mulher.

A inclusão de músicas cantadas pelos personagens é outra novidade desta peça. Autorizada pelo autor, a Fatal Companhia traduziu e adaptou as letras, criando suas próprias versões das músicas, com exceção de “A Fundo Eu Nunca Vou”, composta por  Daniel Groove.

 

SERVIÇO

“Na República da Felicidade” será apresentada até 06 de maio no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros, na rua Deputado Lacerda Franco, 333, Pinheiros, telefone 3814-0100. Sessões: segundas-feiras e terças-feiras, às 21 horas. Entrada franca. Idade: 14 anos. Duração: 105 minutos. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria a partir das 20 horas.

O teatro possui 173 lugares, ar-condicionado, lanchonete, acesso a portadores de necessidades especiais e estacionamento (R$ 10,00). Para conhecer a programação da escola, basta seguir a Cultura Inglesa pelas redes sociais: Twitter e Facebook. Mais informações pelo site www.culturainglesasp.com.br.

 

FICHA TÉCNICA

Tradução: Laerte Mello e Renata Aspesi

Direção: Laerte Mello

Assistência de direção: Claudia Piassi

Elenco: Thomas Basso, Renata Aspesi, Leandro D’Errico, Erika Máximo, Elisa Porto, Daniela Theller, Claudia Piassi, Aline Sousa

Coreografias: Renata Aspesi e Claudia Piassi

Figurinos: Luan Mello

Trilha sonora: Laerte Mello, Leandro D’Errico e Daniela Theller. A canção “A Fundo Eu Nunca Vou” é de autoria de Daniel Groove

Videocenário : Coletivo 3quartos – Marcela Biagigo, Diana Leite e Milena Mendes

Cadeiras cenográficas: Aline Sousa

Banda: Edu Guimarães, Laerte Mello,  Leandro D’Errico e Daniela Theller

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