O TEATRO E EU

Por Camila Sartorelli

 

Desde que me conheço por gente eu sabia que queria fazer algo ligado com a arte… Ligava a televisão e achava mágico quantos personagens um ator podia fazer.

Quando conheci o teatro, tive certeza que era aquilo que eu queria para a minha vida!!

Sempre assisti muita peça, sempre tive vontade de fazer parte. Tinha um blog junto com a Andréa Weber que fazia o maior sucesso, era um dos mais lidos e comentados. Sem dúvida isso aumentou ainda mais meu interesse por essa arte tão incompreendida!

Se algum dia quis ser atriz? Não, nunca tive a menor vontade, o que eu queria era fazer acontecer. Cuidar dos atores, do figurino, da música, do cenário, da divulgação.

Hoje eu digo que para produzir, é preciso gostar muito, porque são muitas pedras no caminho até chegar a hora dos aplausos.

A conclusão que eu chego depois de oito anos de produção é que eu preciso AMAR o espetáculo que estou produzindo, porque o trabalho de um produtor é acima de tudo VENDER o espetáculo. Logo, para eu VENDER meu espetáculo eu preciso ACREDITAR.

E eu sou uma pessoa que só acredito no que eu amo e em quem eu AMO, e é tão bom amar um trabalho, amar cada uma das pessoas que fazem parte dele. Tive uma sorte grande de encontrar muitas pessoas que acrescentaram e acrescentam muito na minha vida.

Em 2005 conheci um projeto chamado Segundas Intenções, me apaixonei, viciei, comecei a ir toda semana, queria fazer parte. Um dia Marcelo Varzea, um dos curadores, diretores e apresentadores me perguntou o que eu queria da minha vida. Respondi que queria fazer produção. Nunca esqueço de sua reação: “-Meu Deus, ainda existe alguém que queira ser produtor?”. No dia seguinte ele me convidou para uma performance no Centro Cultural Banco do Brasil, ao lado de sua sócia Thereza Piffer. Imagina? Começar no “CCBB” Ao lado de Marcelo Varzea e Thereza Piffer? Fizemos, foi incrível. Uma semana depois a produtora do Segundas Intenções teve que sair por problemas de saúde. Foi minha chance, eles me convidaram pra ajudar na produção do “Segundas”.

Acabou o ano e o Segundas também, me vi perdida novamente, Thereza me convidou para dar continuidade ao projeto que fizemos no CCBB, aceitei. Fizemos três espetáculos simultaneamente na Casa das Rosas.

Desde então já foram mais de 15 peças entre elas HILDA HILST, O Espírito da Coisa (que ficou em cartaz por 03 anos), 05 shows, 02 curtas e um projeto de leitura dramática que eu faço parte ha 06 anos, Letras em Cena, no MASP. Toda segunda-feira gratuitamente. Esse ano graças a Deus, conseguimos aprovação do PROAC e patrocínio da BASF  e da Cabot.

Então, mais um ano posso dizer que vai dar pra viver do teatro.

Tem coisa mais prazerosa?

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